Cancelamento e remarcação de passagens com milhas: no-show e reembolso

Conteúdo verificado em 16 de julho de 2026.

Cancelar ou remarcar uma passagem emitida com milhas pode parecer simples, mas normalmente envolve duas camadas diferentes: as regras do transporte aéreo e as regras do programa que emitiu o bilhete.

Por isso, antes de clicar em “cancelar”, é necessário descobrir quem emitiu a passagem, quem opera o voo, qual foi a forma de pagamento, se houve alteração pela companhia e o que acontecerá com as milhas, as taxas e os demais trechos da reserva.

Este guia explica cancelamento voluntário, remarcação, no-show, redepósito de milhas, reembolso, mudanças feitas pela companhia, voos parceiros, cabines mistas e bilhetes separados.

Atenção antes de cancelar

Se a companhia cancelou ou alterou o voo, não aceite automaticamente a nova opção e não faça um cancelamento voluntário antes de comparar seus direitos.

Ao cancelar por iniciativa própria, o sistema pode aplicar as multas da tarifa e tratar o caso como desistência do passageiro, mesmo quando existia uma alternativa melhor de reacomodação ou reembolso.

As duas camadas de uma passagem emitida com milhas

Uma emissão com milhas reúne dois relacionamentos:

  1. Contrato de transporte: envolve o passageiro e a companhia responsável pelo voo.
  2. Contrato do programa de fidelidade: define emissão, redepósito das milhas, taxas de serviço, validade e canais de atendimento.

Em um voo emitido pelo AAdvantage e operado pela GOL, por exemplo:

  • a American Airlines/AAdvantage emitiu o bilhete;
  • a GOL opera o voo;
  • uma alteração voluntária normalmente precisa ser tratada com o programa emissor;
  • uma irregularidade no aeroporto será inicialmente tratada pela companhia operadora;
  • uma reemissão complexa pode exigir a participação do emissor.

Essa distinção evita ligar para a empresa errada e receber respostas contraditórias.

Termos importantes

Cancelamento voluntário

O passageiro decide não viajar e solicita o cancelamento, sem que a companhia tenha cancelado ou alterado significativamente o voo.

Nesse caso, podem ser aplicadas:

  • multa de cancelamento;
  • taxa de redepósito;
  • perda parcial ou total das milhas;
  • restrições da tarifa;
  • regras diferentes para taxas, serviços opcionais e pagamento misto.
Remarcação voluntária

O passageiro mantém a intenção de viajar, mas deseja trocar data, horário, rota, aeroporto, cabine ou passageiro quando permitido.

Em emissões com milhas, a remarcação pode exigir:

  • nova disponibilidade award;
  • diferença na quantidade de milhas;
  • diferença de impostos e taxas;
  • taxa de alteração;
  • cancelamento e nova emissão, em vez de simples troca.
Cancelamento ou alteração pela companhia

A companhia cancela o voo, muda horários, altera aeroporto, elimina uma conexão, acrescenta uma conexão, troca a operação ou modifica outro elemento relevante do itinerário.

Nesse cenário, o passageiro pode possuir opções que não existiriam em um cancelamento voluntário, como reacomodação sem custo ou reembolso integral, conforme a regra aplicável.

No-show

No-show é o não comparecimento ao embarque dentro dos prazos exigidos, sem cancelamento ou alteração prévia da reserva.

Ele pode provocar:

  • perda do trecho;
  • multa maior;
  • dificuldade de recuperar as milhas;
  • cancelamento automático de trechos seguintes;
  • perda do voo de volta, dependendo da situação e da comunicação feita pelo passageiro.
Redepósito de milhas

É a devolução das milhas ou dos pontos à conta do programa de fidelidade.

Não presuma que redepósito significa:

  • devolução imediata;
  • retorno de todas as milhas;
  • nova validade;
  • reembolso de todas as taxas;
  • restabelecimento de pontos transferidos ao programa de origem.

Depois que pontos bancários são transferidos para um programa aéreo, o cancelamento da passagem normalmente devolve as milhas à conta aérea, não ao banco ou ao programa original.

Reembolso

É a devolução dos valores pagos em dinheiro. Pode envolver componentes diferentes:

  • tarifa aeroportuária;
  • impostos;
  • sobretaxas;
  • taxa de resgate;
  • serviços opcionais;
  • parte da tarifa paga em dinheiro;
  • cobrança em moeda estrangeira.

Cada componente pode seguir uma regra diferente. Por isso, peça o detalhamento da devolução.

Primeiro descubra quem emitiu o bilhete

O número do voo não identifica necessariamente quem controla a passagem. Procure:

  • programa utilizado para emitir;
  • e-mail de confirmação;
  • número do bilhete eletrônico;
  • localizador do emissor;
  • localizador da companhia operadora;
  • empresa que recebeu o pagamento em dinheiro;
  • nome que aparece na fatura do cartão.

Uma reserva pode possuir localizadores diferentes no programa emissor e na companhia operadora. Guarde todos eles.

Quem deve ser procurado?

Quero cancelar ou remarcar por vontade própria

Comece pelo programa ou empresa que emitiu o bilhete.

A companhia operadora pode enxergar o voo, permitir check-in e selecionar assentos, mas nem sempre consegue alterar um bilhete emitido por outro programa.

O voo foi cancelado ou alterado antes da viagem

Consulte primeiro a mensagem recebida e verifique se o emissor já apresentou alternativas.

Em bilhetes parceiros, pode ser necessário falar com:

  • o programa emissor, para reemitir o bilhete;
  • a companhia operadora, para confirmar o novo voo;
  • ambos, quando a alteração atravessa sistemas diferentes.

Não aceite uma alternativa até confirmar todos os trechos, a cabine, os aeroportos e a bagagem.

O problema aconteceu no aeroporto

Procure imediatamente a companhia operadora do voo afetado.

Se o novo itinerário exigir reemissão que a operadora não consiga concluir, acione também o programa emissor. Registre protocolos e nomes dos atendentes.

Cancelamento gratuito em até 24 horas no Brasil

Nas compras sujeitas às regras brasileiras, o passageiro pode desistir da passagem sem ônus dentro de 24 horas após receber o comprovante, desde que a compra tenha sido realizada com pelo menos sete dias de antecedência da data do embarque.

Em uma passagem com milhas, confirme com o emissor:

  • o cancelamento do bilhete;
  • o redepósito integral das milhas;
  • a devolução do dinheiro pago;
  • o cancelamento de serviços opcionais;
  • o prazo de processamento.

Não deixe para solicitar no último minuto. Guarde a confirmação com data e horário.

Depois das primeiras 24 horas

Quando o voo continua confirmado e o passageiro decide cancelar depois do prazo de desistência, prevalecem as condições contratadas, os limites legais aplicáveis e as regras do programa.

Antes de confirmar o cancelamento, peça uma simulação por escrito contendo:

  • milhas que serão devolvidas;
  • milhas que serão perdidas;
  • taxa de cancelamento;
  • valor reembolsado em dinheiro;
  • serviços que não serão devolvidos;
  • validade das milhas após o redepósito;
  • prazo para retorno à conta;
  • efeito sobre outros passageiros e trechos.

Se o site não mostrar a simulação completa, faça capturas de tela e consulte o atendimento antes de concluir.

Alterações programadas pela companhia no Brasil

A companhia deve comunicar alterações programadas com antecedência mínima de 72 horas.

Quando o passageiro não concorda, as regras brasileiras preveem alternativas especialmente quando:

  • a informação não foi prestada com a antecedência exigida;
  • a partida ou a chegada muda mais de 30 minutos em voo doméstico;
  • a partida ou a chegada muda mais de uma hora em voo internacional.

Conforme o caso, o passageiro pode escolher reacomodação ou reembolso integral. Se a falha só for descoberta no aeroporto, também pode haver assistência material.

Não observe apenas o horário de partida. Uma mudança de conexão pode alterar muito o horário de chegada, o aeroporto, a duração total e a viabilidade da viagem.

Cancelamento, atraso ou interrupção no dia da viagem

Nos casos cobertos pelas regras brasileiras, a empresa deve informar o passageiro e oferecer as alternativas aplicáveis, que podem incluir:

  • reacomodação em outro voo;
  • reembolso integral;
  • execução do serviço por outra modalidade de transporte, quando cabível.

A reacomodação é gratuita e pode ocorrer na primeira oportunidade, inclusive em voo de outra empresa, ou em data e horário de conveniência do passageiro dentro das condições aplicáveis.

A assistência material depende do tempo de espera:

  • a partir de uma hora: facilidades de comunicação;
  • a partir de duas horas: alimentação adequada;
  • a partir de quatro horas: hospedagem, quando houver necessidade de pernoite, e transporte de ida e volta.

Passageiros que se encontram em seu domicílio podem receber apenas o transporte para casa e retorno ao aeroporto, conforme a situação.

Não aceite a primeira alternativa sem conferir

Uma reacomodação aparentemente simples pode criar novos problemas. Confira:

  • origem e destino;
  • aeroporto de conexão;
  • troca de aeroporto;
  • horário de chegada;
  • quantidade de conexões;
  • cabine de cada trecho;
  • companhia operadora;
  • bagagem;
  • assentos;
  • refeições especiais;
  • assistência solicitada;
  • bilhetes separados ligados à viagem;
  • hotel, trem, cruzeiro ou evento no destino.

Ao aceitar formalmente uma nova opção ou viajar no itinerário alterado, algumas alternativas anteriores podem deixar de estar disponíveis.

No-show: o risco de simplesmente não aparecer

O no-show costuma ser pior do que cancelar antecipadamente porque pode reduzir as possibilidades de recuperação das milhas e afetar os trechos restantes.

Em passagens domésticas do tipo ida e volta, a regra brasileira permite que a companhia cancele a volta quando o passageiro não utiliza a ida. Entretanto, o trecho de volta deve ser preservado sem multa contratual para essa finalidade quando o passageiro informa, até o horário originalmente contratado para a ida, que deseja utilizar a volta.

Portanto:

  1. entre em contato antes do horário da ida;
  2. diga expressamente que deseja preservar o trecho de volta;
  3. peça protocolo ou confirmação por escrito;
  4. confira depois se a volta continua ativa.

Para voos internacionais, emissões parceiras, itinerários com múltiplos destinos e bilhetes separados, consulte a regra específica. Não presuma que o procedimento doméstico brasileiro será aplicado da mesma maneira.

Trechos seguintes podem desaparecer

Os segmentos de um bilhete são normalmente utilizados na ordem emitida. Quando um trecho não é utilizado, sistemas de reserva podem cancelar os cupons seguintes.

Isso é especialmente perigoso em itinerários como:

  • POA–GRU–MAD;
  • GRU–MIA–MCO;
  • ida, stopover e destino final;
  • ida e volta no mesmo bilhete;
  • vários destinos em uma única emissão.

Não pule um trecho por conta própria. Consulte o emissor antes.

Voos parceiros: o maior ponto de atenção

Uma passagem emitida por um programa e operada por outra companhia pode ser difícil de alterar porque o assento award original talvez não esteja mais disponível.

Mesmo quando existe lugar à venda em dinheiro, isso não significa que o programa parceiro conseguirá reemitir o bilhete.

Antes de cancelar uma emissão parceira valiosa:

  1. confirme se a viagem original ainda é utilizável;
  2. pesquise disponibilidade award na nova data;
  3. verifique se o programa permite alteração;
  4. compare alteração com cancelamento e nova emissão;
  5. confirme quanto tempo o redepósito levará;
  6. não abandone o assento original sem ter uma estratégia alternativa.

Em executiva ou primeira classe, cancelar primeiro para pesquisar depois pode significar perder uma disponibilidade rara.

O que acontece com as milhas?

Não existe uma regra única para todos os programas.

Verifique:

  • se haverá devolução integral;
  • se será descontada uma taxa em milhas ou dinheiro;
  • se milhas vencidas serão devolvidas;
  • qual validade será aplicada após o retorno;
  • se o redepósito é automático ou manual;
  • se todos os passageiros precisam ser cancelados juntos;
  • se o bilhete parcialmente utilizado ainda permite redepósito;
  • se a promoção que gerou as milhas impõe alguma restrição.

Faça uma captura do saldo e da validade antes de solicitar. Depois, compare o extrato da conta.

Milhas vencidas ou próximas do vencimento

O cancelamento não deve ser usado como estratégia automática para renovar a validade.

Dependendo do programa, as milhas devolvidas podem:

  • retornar com a validade original;
  • retornar já vencidas;
  • receber validade definida em regra específica;
  • exigir atendimento manual;
  • não ser recuperadas em determinada tarifa ou situação.

Peça confirmação escrita antes do cancelamento quando a validade for decisiva.

O que acontece com o dinheiro pago?

Separe cada componente:

  • tarifa de embarque;
  • impostos;
  • sobretaxa YQ ou YR;
  • taxa de resgate;
  • taxa de atendimento;
  • parte da passagem em milhas + dinheiro;
  • bagagem;
  • assento;
  • seguro;
  • outros serviços opcionais.

A tarifa de embarque referente a um voo não utilizado deve ser devolvida. Outros componentes podem depender da tarifa, da causa do cancelamento e das regras do serviço.

Nas situações abrangidas pela regra geral da ANAC, o prazo de reembolso é de sete dias contados da solicitação. O processamento do cartão e o aparecimento na fatura podem seguir o ciclo do meio de pagamento.

Créditos ou vouchers podem ser úteis, mas devem ser avaliados com atenção. Confira validade, titularidade, restrições, possibilidade de transferência e diferença de preço. Quando houver direito ao reembolso, não aceite crédito sem compreender a escolha.

Para aprofundar essa separação, consulte Taxas em passagens com milhas: o que você realmente paga.

Pagamento em moeda estrangeira

O estorno em moeda estrangeira pode não produzir exatamente o mesmo valor em reais pago originalmente.

Podem existir diferenças por:

  • cotação na data da compra;
  • cotação na data do estorno;
  • spread do cartão;
  • tributação aplicável;
  • conversão feita pelo site;
  • prazo de fechamento da fatura.

Guarde o comprovante na moeda original e confira separadamente a fatura do cartão.

Serviços opcionais podem não acompanhar a passagem

Assento, bagagem, embarque prioritário, acesso a sala VIP, seguro, refeição e outros serviços podem ter contratos e fornecedores diferentes.

Ao alterar ou cancelar, pergunte:

  • o serviço será transferido ao novo voo?
  • será necessário comprar novamente?
  • o valor será devolvido?
  • o reembolso é automático?
  • quem recebeu o pagamento?

Não presuma que a devolução das milhas cancela automaticamente todos os serviços.

Reserva com vários passageiros

Em uma reserva familiar, uma solicitação pode atingir todos os passageiros.

Antes de confirmar:

  • identifique quem realmente deixará de viajar;
  • pergunte se a reserva precisa ser dividida;
  • confirme se os demais assentos permanecem ativos;
  • verifique se o preço em milhas será recalculado;
  • confira menores e acompanhantes;
  • gere novos localizadores quando houver divisão.

Depois da separação da reserva, confira novamente assentos, bagagem e contatos de cada passageiro.

Passagem parcialmente utilizada

Depois que um trecho foi voado, o cancelamento deixa de ser uma simples devolução proporcional.

O emissor pode considerar:

  • trechos já utilizados;
  • valor em milhas de cada segmento;
  • tarifa aplicável ao itinerário restante;
  • impostos consumidos;
  • taxas não utilizadas;
  • regras de parceiros;
  • validade residual do bilhete.

Não calcule sozinho “metade das milhas”. Peça o cálculo oficial antes de autorizar.

Cabine mista, troca de cabine e downgrade

Uma emissão anunciada como executiva pode conter um trecho em econômica. Isso precisa ser conferido desde a compra e novamente depois de qualquer alteração.

Após uma reacomodação, verifique se:

  • o trecho longo continua na cabine contratada;
  • todos os passageiros foram mantidos na mesma cabine;
  • a nova aeronave possui o produto esperado;
  • houve downgrade;
  • o programa ajustará milhas ou valores;
  • a alternativa oferecida é realmente equivalente.

Não aceite uma alteração olhando apenas a palavra “executiva” no cabeçalho. Abra o detalhe de cada segmento.

Bilhetes separados

Quando a viagem foi montada com duas ou mais reservas independentes, cada bilhete possui regras próprias.

Exemplo:

  • POA–GRU emitido com LATAM Pass;
  • GRU–MAD emitido com Avios Iberia;
  • MAD–FCO comprado em dinheiro.

Se o primeiro voo for alterado, as empresas dos outros bilhetes podem não ser obrigadas a modificar suas reservas.

Antes de cancelar ou aceitar reacomodação:

  1. analise todos os bilhetes ligados à viagem;
  2. calcule o novo tempo de conexão;
  3. verifique troca de aeroporto;
  4. considere bagagem e imigração;
  5. confira hotel e transporte;
  6. avalie o custo de alterar as reservas independentes.

O reembolso de um bilhete não cobre automaticamente o prejuízo nos demais.

Ida e volta juntas ou separadas

Emitir ida e volta separadamente pode facilitar a combinação de programas e datas, mas também cria dois contratos.

Isso significa que:

  • cada trecho pode ter taxa própria de cancelamento;
  • o cancelamento da ida não cancela a volta;
  • o reembolso pode ocorrer em moedas diferentes;
  • uma alteração da ida pode tornar a volta inviável;
  • as milhas podem retornar em prazos diferentes.

A flexibilidade da emissão separada precisa ser comparada com o risco de administrar reservas independentes.

Stopover, open jaw e múltiplos destinos

Alterar um trecho de uma emissão complexa pode provocar recálculo de toda a viagem.

Antes de modificar:

  • confirme se o stopover continuará permitido;
  • verifique se a regra usada na emissão ainda existe;
  • confirme a disponibilidade de todos os segmentos;
  • pergunte se o bilhete será reprecificado;
  • guarde o itinerário original;
  • não autorize a mudança sem ouvir o resumo completo.

Como decidir entre cancelar e remarcar

Compare quatro números:

  1. milhas recuperadas;
  2. dinheiro recuperado;
  3. custo do cancelamento ou da alteração;
  4. custo da nova passagem.

Custo líquido da mudança = multas e valores não devolvidos + custo da nova emissão − valores recuperados

Também avalie fatores que não cabem em uma fórmula:

  • raridade da disponibilidade;
  • qualidade da cabine;
  • horários;
  • conexões;
  • risco de novo aumento;
  • validade das milhas;
  • necessidade real de viajar.

Três cenários práticos

Quero cancelar uma viagem que continua normal
  1. Leia as regras da tarifa.
  2. Solicite simulação do cancelamento.
  3. Confirme redepósito e validade.
  4. Separe taxas e serviços.
  5. Compare com a possibilidade de remarcar.
  6. Somente então confirme.
A companhia mudou meu voo
  1. Guarde a mensagem da alteração.
  2. Compare itinerário antigo e novo.
  3. Não aceite imediatamente.
  4. Pesquise alternativas próprias e parceiras.
  5. Peça reacomodação ou reembolso conforme a regra aplicável.
  6. Confirme todos os trechos antes de encerrar.
Vou perder a ida, mas ainda quero usar a volta doméstica
  1. Avise antes do horário originalmente previsto para a ida.
  2. Peça preservação expressa da volta.
  3. Guarde o protocolo.
  4. Confirme o status da reserva depois do atendimento.
  5. Não confie apenas em uma resposta verbal.

Passagens internacionais e regras de outros países

Uma viagem internacional pode ser alcançada por mais de um conjunto de normas. A origem do voo, a companhia operadora, o destino e o contrato podem influenciar quais regras se aplicam.

União Europeia

Em voos abrangidos pelas regras europeias, um cancelamento pode dar ao passageiro a escolha entre reembolso, reencaminhamento ou retorno, além de assistência. Dependendo da situação, também pode existir compensação.

As regras europeias passam por processo de revisão. Consulte a página oficial na data do problema, especialmente antes de aceitar voucher ou desistir de uma reacomodação.

Estados Unidos

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos reconhece direito a reembolso quando a companhia cancela ou altera significativamente o voo e o passageiro decide não viajar nem aceitar a alternativa oferecida.

As regras norte-americanas também tratam de reembolso de serviços opcionais que não foram prestados. Consulte a orientação oficial para a situação concreta.

Em viagens internacionais, não dependa apenas de uma postagem ou experiência antiga. Verifique as regras vigentes da jurisdição aplicável e do programa emissor.

Como agir em cada programa

Taxas, prazos, validade e canais mudam com frequência. Os guias exclusivos do JojoMiles ajudam a localizar o emissor correto e os parceiros envolvidos:

Documentos que devem ser guardados

  • comprovante da emissão original;
  • e-mail com o itinerário;
  • regras da tarifa;
  • extrato de milhas antes do cancelamento;
  • comprovante do dinheiro pago;
  • mensagens de alteração ou cancelamento;
  • capturas do itinerário antigo e do novo;
  • protocolos de atendimento;
  • nomes ou identificações dos atendentes;
  • comprovante do pedido de reembolso;
  • extrato de milhas depois do redepósito;
  • fatura do cartão com o estorno;
  • recibos de alimentação, hospedagem e transporte quando cabíveis.

Quando o atendimento não resolve

  1. Peça resposta formal ao emissor ou à companhia.
  2. Organize protocolos e comprovantes.
  3. Descreva exatamente o que solicita: reacomodação, redepósito, reembolso ou correção.
  4. Use o canal oficial de reclamações aplicável.
  5. Evite misturar vários pedidos em uma única mensagem sem ordem cronológica.

No Brasil, o passageiro pode utilizar o canal Anac Passageiro para encaminhar reclamações às empresas aéreas. Em situações de outros países, consulte a autoridade indicada pela jurisdição responsável.

Erros comuns

  • Cancelar voluntariamente depois de a companhia alterar o voo.
  • Aceitar uma nova opção sem conferir todos os trechos.
  • Falar apenas com a companhia operadora quando o bilhete foi emitido por outro programa.
  • Presumir que todas as milhas serão devolvidas.
  • Não perguntar sobre a validade das milhas redepositadas.
  • Deixar a viagem virar no-show.
  • Não avisar que deseja preservar a volta doméstica.
  • Pular um trecho e tentar usar o seguinte.
  • Cancelar uma rara executiva parceira antes de encontrar substituição.
  • Confundir passagem à venda com disponibilidade award.
  • Ignorar serviços opcionais.
  • Não conferir cabine mista.
  • Esquecer reservas independentes ligadas à viagem.
  • Confiar apenas em promessa verbal.
  • Não verificar o extrato de milhas e a fatura depois.

Checklist antes de cancelar ou remarcar

  • O voo continua normal ou foi alterado pela companhia?
  • Estou dentro das primeiras 24 horas da compra?
  • A passagem foi comprada com pelo menos sete dias de antecedência?
  • Quem emitiu o bilhete?
  • Quem opera cada trecho?
  • Existem localizadores diferentes?
  • Todos os passageiros serão afetados?
  • Todos os trechos estão no mesmo bilhete?
  • Existe disponibilidade award para a nova data?
  • Quantas milhas serão devolvidas?
  • Qual será a validade das milhas?
  • Quanto dinheiro será reembolsado?
  • Quais serviços opcionais serão devolvidos?
  • Há cobrança em moeda estrangeira?
  • Existe cabine mista?
  • A alteração cria troca de aeroporto?
  • Outros bilhetes, hotéis ou trens serão afetados?
  • Guardei capturas e protocolos?

Perguntas frequentes

Passagem emitida com milhas pode ser cancelada em até 24 horas?

A regra brasileira de desistência em até 24 horas se refere à compra da passagem, desde que realizada com pelo menos sete dias de antecedência do embarque. Em uma emissão com milhas, solicite ao emissor o cancelamento, o redepósito e a devolução dos valores pagos, guardando a confirmação.

As milhas voltam na mesma hora?

Não necessariamente. Alguns sistemas devolvem rapidamente; outros exigem processamento ou atendimento manual. Confirme o prazo e acompanhe o extrato.

As milhas devolvidas ganham nova validade?

Não existe regra universal. Elas podem manter a validade original ou seguir outra condição do programa. Pergunte antes de cancelar, principalmente quando as milhas já estavam próximas do vencimento.

Perdi a ida. Posso usar a volta?

Em ida e volta doméstica sujeita às regras brasileiras, informe até o horário originalmente previsto para a ida que deseja preservar a volta. Sem essa comunicação, a companhia pode cancelar o retorno.

A companhia cancelou o voo. Devo clicar em cancelar?

Não antes de comparar as opções. Um cancelamento voluntário pode aplicar regras piores do que as disponíveis quando a alteração foi causada pela companhia.

Posso obrigar o programa a abrir disponibilidade award?

Não conte com isso. Emissões parceiras dependem de inventário e sistemas específicos. Em uma irregularidade, a companhia e o emissor devem analisar as alternativas aplicáveis, mas um assento à venda em dinheiro não significa disponibilidade para reemitir com milhas.

As taxas sempre são reembolsadas?

A tarifa de embarque de um voo não utilizado deve ser devolvida. Outros impostos, sobretaxas, taxas de resgate e serviços podem seguir regras diferentes. Solicite o detalhamento.

Posso receber voucher em vez de reembolso?

Pode ser uma opção, mas compare validade, restrições e titularidade. Não aceite automaticamente um crédito quando a situação permite reembolso e o dinheiro é mais útil para você.

Fontes oficiais

Regras legais, tarifas, prazos, parceiros e condições dos programas podem mudar. Este guia é informativo e não substitui a análise do bilhete, das regras vigentes nem orientação jurídica para um caso concreto.


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